quarta-feira, 21 de junho de 2017

UM SEMPRE APRENDIZADO

Quando percebemos que somos capazes de uma auto avaliação, logo percebemo-nos também frágeis quanto a resistência que existe sobre a batuta dos velhos hábitos e, por mais que venhamos a acredita que já evoluímos de forma considerável, lá vem ela, astuta, e perigosamente sutil vaidade, mostrar-se de forma despudorada, jogando por terra de forma impiedosa, toda a nossa arrogância de nos crermos imunes.
Como é difícil a constatação do imperfeito em nós. Como é dilacerante, o confronto com o inadequado que por mais que o vigiemos, lá está ele, espreitando sorrateiramente, sempre pronto à uma nova investida.
Basta um ínfimo descuido, apenas uma pequena brecha e toda a força de nossa visão pequena de nós mesmos se reflete em nossas posturas físicas e emocionais, como uma poderosa pororoca que incontrolável, arrasta consigo anos e anos de esforços regenerativos.
“Choraste?! – E a face mimosa, perdeu as cores da rosa e o seio todo tremeu?!” Casimiro de Abreu, "As Primaveras"
E de um ínfimo instante ao outro, perplexos constatamos que por mais que nos esforcemos para nos tornarmos pessoas melhores, ainda nada mais somos que eternos aprendizes, na feitura contínua de um reparo pessoal.
Parece uma louca filosofia, afinal, buscar sair do insano ciclo das aparências em meio a uma humanidade que fez dela o seu antídoto para a dor de perceber-se absolutamente, só?
Talvez...

domingo, 18 de junho de 2017

Hoje é domingo, e não preciso acordar pela madrugada para escrever, pois tenho não só a manhã, como todo o dia para fazer o que mais gosto.
Também no domingo, nada me interrompe e o silêncio que me rodeia em minha rocinha encantada de Ponta de areia, com certeza, ajudam e muito para que minha mente se foque não só nas belezas que me envolvem, mas principalmente reforçam o meu desejo de entendimento sobre os comportamentos humanos, fazendo de mim, a cada vez, um alguém mais interessado, quanto ao entendimento da mente humana no processamento dos dados recebidos, nas convivências cotidianas.
Hoje precisamente, elejo um incidente virtual que, colocou fim há muitos anos de admiração mútua, justo por causa deste difícil entendimento linguístico e falsos pressupostos, exemplificando o perigo sempre presente de se escrever algo que se está pensando, pedir a opinião alheia, sem ter o cuidado de explicar que se trata dela mesma ou, estar preparado para simplesmente ouvir a opinião solicitada dos outros.
Esse pressuposto de que o outro saberá trata-se de você é uma premissa absolutamente enganosa que, coloca o desavisado e todos nós, em dado momento podemos estar, em uma situação totalmente constrangedora, na realidade para ambos.
E aí, sem querer, colocamos o dedo na ferida do outro que, reage imediatamente, com a crueldade de quem se sente ferido no que supões ser sua respeitabilidade pessoal, esquecendo-se também imediatamente que, o outro, também tem a sua respeitabilidade e de forma consciente, contra-ataca num primarismo absurdo, próprio da arrogância dos que se sentem intocáveis.
E assim, a cada instante nestes colóquios presentes ou virtuais, agredimos e somos agredidos num pout-pourri de inadequações, num retrocesso nada piedoso, levando letrados ou não, ao caos dos desencontros.
Fácil então, entender-se o porquê da humanidade, mesmo diante de tanta globalização, onde novos parâmetros são oferecidos numa esperança de ampliação não só de conhecimentos, mas de visão de mundo e das diferenças, estar num contínuo andar para traz em termos emocionais e de entendimento humanitário do outro, proporcionando a si e aos demais atitudes próprias da era da barbárie, possível de ser constatado a cada dia através dos noticiários.
Inversão de valores, associado a uma individualidade crescente que exclui o outro sem qualquer complacência, onde o poder e a intolerância, ocupam o lugar bendito do diálogo.

Declamamos sobre liberdade, mas não soltamos o chicote de sinhozinhos que trazemos nas mãos e nas mentes.

Nota do autor -Escrevinhando


Desde o início do ano, a cada dia um pouquinho, lá vou escrevendo a minha biografia. Não que ela tenha nada de especial, afinal, sou apenas uma pessoa comum, no entanto, tenho uma história que se entrelaça à história de muitas outras pessoas, além, de ter sido sempre muito feliz, mesmo nos momentos difíceis.
Creio que minhas narrativas serão como um carinho que deixarei para os meus filhos e amigos do coração, afinal, a tarefa de viver, nem sempre é fácil e suave e é importante que consigamos atravessar o caminho com positivismo e muito amor para dar e humildade para receber.
Percebi ainda muito cedo que a felicidade é feita de instantes e da nossa capacidade em aceita-la sem previsão de término.
Pensando assim, fui exercitando cotidianamente, e fui encontrando pérolas de enorme valor, nem sempre reconhecidas por outros, mas que ao me dar a elas a oportunidade de convivência, foram preciosas, cada qual, num ou em muitos instantes de minha trajetória, ensinando-me a ser grata e a jamais permitir que fossem esquecidas.
Neste livro, “REVOLUÇÃO DE UMA SONHADORA”, resgato cada uma delas e peço a Deus que me dê vida e saúde para concluir sem esquecer uma só pérola deste cordão valioso que, certamente, adornou cada precioso instante da minha existência, até neste momento.
E se fortuna não tenho para deixar aos filhos, deixo tão somente, o meu amor pela vida e por tudo que nela existe, assim, quando estiverem tristes ou preocupados, terão como estímulo ao sorriso, minhas vivências, onde jamais houve espaço para o desânimo e a tristeza.
Afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita.
Esta expressão não é só importante porque foi eternizada pelo compositor “Gonzaguinha”, mas principalmente, porque de forma singela, resume a explosão que ocorre em cada criatura humana, quando se conscientiza de toda a grandeza de estar existindo em meio ao espetáculo da vida, mesmo reconhecendo a pouca grandeza que é imposta a ela, através de sistemas brutais de convivência, onde o verniz da hipocrisia, magoa, fere e faz doer.


Afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita.


Esta expressão não é só importante porque foi eternizada pelo compositor “Gonzaguinha”, mas principalmente, porque de forma singela, resume a explosão que ocorre em cada criatura humana, quando se conscientiza de toda a grandeza de estar existindo em meio ao espetáculo da vida, mesmo reconhecendo a pouca grandeza que é imposta a ela, através de sistemas brutais de convivência, onde o verniz da hipocrisia, magoa, fere e faz sofrer.